A genialidade de La Casa de Papel

By Amanda Crônica - 16:32

Esse post começou a ser feito quando eu ainda estava no terceiro episódio. É uma das séries mais criativas, inovadoras e incríveis que eu já vi. Digo criativa e inovadora porque não é todo dia que se vê uma aula sobre como assaltar a Casa da Moeda, né? Ainda mais se ela for dada por um homem que nunca assaltou na vida, mas quer que sua primeira tentativa seja bem feita e o deixe milionário junto com várias pessoas que também estão na merda e precisam de dinheiro.
Nenhum dos personagens usa seu nome verdadeiro: todos usam nomes de cidades (exceto o professor) e nenhum conhece a identidade verdadeira do outro. O ideal era que a polícia não tivesse informações sobre nenhum dos assaltantes (afinal, para prender alguém é necessário pegá-lo, e para pegá-lo é necessário saber quem ele é). E para dificultar as investigações, haviam várias táticas para distrair os detetives responsáveis pelo caso.

Quanto mais assaltantes fossem descobertos, mais fácil ficaria para a polícia descobrir o plano. E se o professor fosse descoberto acabaria tudo: a polícia o pegaria, obrigaria-o a falar a verdade, os "alunos" ficariam sem a ajuda dele até serem pegos também e tudo iria por água abaixo.



Sobre o líder do grupo, Berlim, fiquei com nojo quando ele falou mal de mulheres grávidas, justificando que é porque teve 5 divórcios e quando as mulheres engravidam, elas abandonam os maridos e toda atenção delas é focada no bebê (que nem precisa dela, né? deixa o bebê se virar sozinho!). Em seguida, Rio perguntou por que ele foi escolhido pra ser o líder e ironicamente o mesmo respondeu: "é por minha incrível habilidade de ser sensível com as pessoas".

De fato, ele tratou os reféns muito bem (fazendo até exercícios para evitar a depressão no terceiro episódio, o que também poderiam evitar a ansiedade fazendo com que os reféns passassem até a gostar de quem os manteve presos na Casa da Moeda da Espanha), mas ele não tem sensibilidade nenhuma: a habilidade dele é pra saber ser falso, calmo e manter o controle de suas emoções e impulsos quando necessário (pelo menos no começo da série - quem já assistiu entendeu por que eu disse isso). E lembrem-se: ele só fez isso porque o professor (que pensou em tudo mesmo) ensinou. E tem mais um detalhe: o professor continuou com a ficha limpa, porque seus alunos é que assaltaram pra ele, e ele apenas fiscalizou e ajudou a lidar com os imprevistos.



Essa série é tão maravilhosa que logo nos primeiros episódios você já passa a gostar dos assaltantes e ter empatia por eles, mesmo sem saber detalhadamente dos problemas que eles já podem ter passado na vida. Você vê eles sendo uns amores com os reféns, sofrendo pelo amor e outras drogas (trocadilho com nome de filme pode, produção? hahaha), e não tem como não se apegar. Não que você não vá gostar de um refém ou outro, ou até de gente da polícia.
A abertura também é ótima, e ao longo da série você vai percebendo que a letra da música (que a princípio parece falar sobre amor) se encaixa nos acontecimentos.

Um erro que os fãs da série cometem é culpar apenas a Tokyo por não seguir o plano: ela sequer foi a primeira a fazer merda. Ela foi a primeira a ser mostrada, mas o primeiro foi o Oslo (se não me falha a memória): ele deveria ter apagado as digitais do carro que ele dirigiu, mas não sabia nem o que eram digitais. Isso quase expôs a identidade do professor (se é que não expôs, vamos ficar sabendo na segunda temporada, que estreia dia 06 de abril na Netflix), o que acabaria com todo o plano. Berlim também não estava seguindo o plano quando mandou matar um dos reféns (a primeira regra era que não deveriam haver assassinatos).

Confesso que o final da primeira temporada me deixou ansiosa e também um pouco surpresa: minha irmã, que já tinha assistido, disse que o final era ruim porque acabava quando tava tudo se resolvendo. Mas eu não diria que estava se resolvendo mesmo: como eu disse no parágrafo acima, Oslo ameaçou a privacidade da identidade do professor. E o episódio termina com uma dúvida: ele será exposto ou não?
Claro que essa dúvida já me deixou com vontade de assistir a nova temporada, que aliás, não vai demorar muito para chegar. 

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4 comentários

  1. Adorei sua resenha. Comecei a assistir essa série ontem e ela já me conquistou.
    Aceito ter a parceria contigo sim. Respondi o seu email.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Comecei domingo passado e já estou adorando!
    Bom final de semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  3. Nossa ;+; essa série é daora MSM kkk :v os personagens são cativantes, Berlim é nojento kk também fiquei com nojo dele nessa parte, mas algumas partes em questão ele não deixa de dizer a verdade e.e , as pessoas tem filhos e não ficam MT bonitas não :v isso é óbvio, mas eh ridículo a forma q ele disse e tal , um grosso, se as pessoas fossem igual ele, todos iam ficar sem pai haha
    O professor é MT daora, cantando a policial detetive lá, ta mais pra detetive kkk o coisinha feia kk q gosta de umas músicas bregas kkk mas fazer o q né :v
    A Tokyo tava tão preocupada com o Rio, cara moh triste no primeiro ep/, não culpo ela por n seguir o plano, já que ninguém mais estava MSM...

    Ei, ajuda seguindo?? http://oquevocecurte.blogspot.com.br/

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  4. Nossa, que agonia essa história, estou bem mais curiosa agora, estava querendo assistir para treinar o espanhol, mas não tinha interesse nenhum na série. Isso definitivamente me ajudou, vou assistir pra já.

    http://mellyssae.com/

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